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Literatura árabe

Filho de árabes, estou tomado por uma empolgação de rememoração da rica cultura literária desses povos.

Vou trazer para os debates nesse espaço, a riqueza praticamente inexplorada da cultura árabe. Conto com vocês.

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Comentário de Jorge Jacó em 12 julho 2011 às 23:45

Ibn Hazm nasceu em Córdoba, Espanha. Filho de mouros sufis, se consagrou escrevendo "O colar da pomba", sobre o amor e os amantes.

Morreu sozinho em 1064, deixando uma obra literária imensa, praticamente desconhecida por nós. Pretendo resgatar esses poetas maravilhosos. É dele:

"Alguém perguntou minha idade após observar a velhice grisalhar-me as têmporas e os cachos da fronte.

Respondi-lhe: Uma hora, pois considero insignificante o tempo que vivi até este dia.

Ele surpreendeu-se: O que estais dizendo? Explicai-vos. É uma resposta perturbadora.

Eu disse então: "Um dia, de surpresa, dei um beijo, um beijo furtivo naquela a quem meu coração pertence. Por mais numerosos que sejam meus dias, só contarei esse breve instante, pois ele é realmente toda a minha vida".

Abraços amigos.

Comentário de Elizabete Jackowski Moresco em 13 julho 2011 às 12:21

Oi Jorge, muito importante essa sua ideia de fazer um grupo com a “literatura árabe”, o que provavelmente vai nos deixar com um maior conhecimento sobre a mesma, já que conhecemos tão pouco, eu particularmente só conheço, um pouquinho os filósofos árabes também conhecidos pelo nome de Averróis e Avicena, isso porque você falou em nossos grupos de estudo e hoje dei uma pesquisada procurando contribuir.

Averróis, foi um dos maiores conhecedores e comentaristas de Aristóteles. No entanto, o próprio Aristóteles foi redescoberto na Europa graças aos Árabes e os comentários dele muito contribuíram para a recepção do pensamento aristotélico, sendo que mesmo Santo Tomás de Aquino, foi um seguidor moderado de Averróis.

Avicena foi o maior filósofo Islâmico do período. Elaborou um vasto sistema filosófico, continuando a tradição aristotélico-platônica,  sendo que, o mesmo conjetura a unidade da Filosofia, Avicena procurou conciliar as doutrinas de Platão e Aristóteles. Utilizou-se das idéias aristotélicas para provar a existência de Deus, alegando que, nele, existência e essência são iguais: Deus é igual à sua Essência e Fonte do Ser de outras coisas.

Reiterando,  qualquer coisa corrija...

Comentário de Jorge Jacó em 13 julho 2011 às 20:02

Oi Beth. Que bom que você trouxe à baila as figuras de Avicena e Averróis. Se houve uma polêmica isolada que envolveu o cerne da filosofia em dois milênios, foi o debate em torno da fé e da razão e seu papel na religião.

No seio do islamismo, alguns teólogos defendiam a centralidade da razão na interpretação do Alcorão. Alguns muçulmanos, no entanto, questionavam a propriedade do uso da razão na tentativa de se compreender Alá.

Esse debate preponderou na tradição dos filósofos conhecidos por peripatéticos, assim chamados pela devoção que nutriam a Aristóteles.

Quando invadiram os impérios persa e binzantino, os árabes impuseram sua língua e sua religião aos dois povos conquistados.

O islamismo passou a ter por centro Bagdá, e o árabe tornou-se a língua culta dominante. Muitas obras gregas foram traduzidas para o árabe, em função dessa hegemonia linguística.

Usando Aristóteles, filósofos árabes e persas se empenharam em sistematizar todo o conhecimento.

O filósofo persa Ibn Sina - ou Avicena -, nascido em 980 e falecido em 1037, distingue claramente entre "ente" e "essência": os entes existem de fato, sendo possíveis e necessários. Ente possível é o mundo, porque a possibilidade do mundo não é absoluta, e sim contingente; Ente necessário é apenas Deus.

Avicena apresenta Deus como transcendente e distante do mundo, das inquietações humanas corriqueiras, mas apesar disso todas as criaturas de Deus estão ligadas a ele pelo amor.

Ibn Rushd, ou Averróis, nascido em1126, e morto em 1198, criticou a ideia de que a Criação emanou do Divino e insistiu em que Deus não era distante, estando ativamente envolvido no mundo e tudo sabendo acerca de suas criaturas.

Averróis rejeitou o esquema neoplatônico de Avicena, elevando Aristóteles, afirmando que a razão era compatível com a revelação, embora admitisse que a verdade existe em vários graus.

O Alcorão, então, oferecia a verdade para todos os tipos de pessoa, mas fornecia-a de diferentes maneiras para diferentes temperamentos. A palavra literal podia ser suficiente para gente comum, mas pessoas instruídas exigiam também argumentação persuasiva. Por isso o importante papel da razão.

Beth, minha querida amiga, espero ter contribuído com as suas reflexões, que são muito pertinentes.

Comentário de Jorge Jacó em 14 julho 2011 às 20:26

Avicena, em "Poema da medicina", estabeleceu um verdadeiro tratado visando a preservação da saúde das pessoas. Leiam isso, escrito há mais de mil anos:

"Gargareja e cuida de teus dentes para manter tua dentição e teu palato limpos.

Provoca a urinação para não precisar temer a hidropisia.

Expulsa os mênstruos para evitar a putrefação.

O corpo necessita de evacuação para todos os seus órgãos e para o cérebro.

Utiliza os purgantes - com isso, evitarás as cólicas.

Banha-te para livrar-te das impurezas. Não tenhas preguiça de tirar os resíduos dos poros e livrar o corpo de suas imundícies.

Não refreies os jovens quanto às relações sexuais: por meio delas, eles evitarão males perniciosos.

Protege os olhos da poeira, evita respirar fumaça e vapores insalubres.

Evita os raios do sol e os ardores infernais do meio do dia.

Não leias por muito tempo caracteres pequenos, nem letras difíceis.

É preciso prolongar a mastigação para ter uma boa digestão.

Tudo o que é difícil de mastigar é difícil de digerir.

Não se deve beber à mesa.

Não te embriagues o tempo todo.

O vinho em pequena quantidade é útil.

Exercita teus membros para auxiliá-los a eliminar os humores ruins.

Impõe-se o exercício para o obeso."

 

Isso parece uma infantilidade corriqueira, mas pela época em que foi escrito, é de uma sabedoria infinita. Os nossos médicos de hoje nada mais fazem do que repetir esses preceitos de Avicena, porém, mil e poucos anos depois.

Comentário de Jorge Jacó em 16 julho 2011 às 11:37

Uma característica do povo árabe é o "poetar", "discursar", "pregar" em praças públicas. Meu pai contava que, inúmeras vezes, se deparava com esses "sábios" anônimos, destilando sabedoria ao povo.

Um desses "filósofos populares", escreveu:

"Os sábios te falaram do amor, mas um fio separa o amor da mulher, da mesma maneira que um fio separa o verdadeiro do falso. Pois o amor é inerente à mulher. Eu te disse: a mulher é o algodão, o homem é o fogo. De que serviria o fogo se não tivesse nada para incendiar?

Um não é superior ao outro. E seria absurdo a mulher tentar igualar o homem. Absurdo e tolo. Querer igualar o homem é aproximar-se da imperfeição, tanto mais porque, diante dos reis e dos guerreiros, confrontada com os poderosos e com os senhores, mesmo na escravidão, a mulher sempre terá uma vantagem única, divina, sobre seu parceiro masculino: só ela é capaz de carregar a vida e de dar à luz.

Raramente cruzei com homens plenamente satisfeitos que tenham crescido sem uma companheira a seu lado. Se um homem possui mesmo que apenas um único dom, a mulher conseguirá decuplicá-lo. Se possuir uma única onça de força nele, ela conseguirá torná-lo mais forte do que mil touros.

Para o poeta, a mulher é a musa; para o conquistador, ela é a coragem; para o homem da lei, é a justiça; para o vizir, a ambição; para a sensatez, a loucura; para a mentira, a verdade.

Se um homem ficar sozinho encerrado em sua torre, tornar-se-á capaz de todos os abusos, de todas as ferocidades, porque ignora a virtude do dom e do compartilhar."

Diante disso, por que se comemorar o "dia do homem?"

Até mais

Comentário de Jorge Jacó em 16 julho 2011 às 16:56

Após essa breve iniciação, vamos sistematizar a história da Literatura árabe, mesmo sabendo não ser possível condensá-la, pois ela se estende por mais de 1500 anos e têm produzido obras-primas em todos os continentes.

Procuraremos dar, então, uma visão panorâmica, seguindo a extensão geográfica progressiva do domínio da cultura árabe.

No século VI, a língua árabe era falada somente na Península Arábica, geralmente chamada Arábia. Depois estendeu-se rapidamente através da Ásia e da África, passando, com a conquista muçulmana, para a Espanha e, com a emigração libanesa e síria (quando os meus pais vieram para cá) do século XX, para o continente americano.

Hoje a língua árabe é falada por milhões de pessoas no mundo inteiro.

Primeira parada da nossa viagem:

Na Península Arábica, onde são localizados hoje duas nações: Arábia Saudita e Iêmen, a poesia reflete a vida social e as emoções dos que a criaram, e o seu meio: um deserto árido mas cheio de mistério e pontilhado de oásis, onde se movem os beduínos a procura de uma vegetação fugitiva e onde a vida é sã, livre e altiva.

Além do amor, os temas mais frequentes são: a coragem e a bravura, o respeito da palavra dada, a liberdade para com os hóspedes, o sentimento da honra.

Os poemas seguem um ritual: Começam geralmente chorosos pelos acampamentos abandonados e pela bem-amada que se foi. Passa então a descrever a paixão, a saudade, os tormentos.

O amor leva o beduíno a peregrinações através do deserto, e ele as descreve e exalta a velocidade e a resistência do camelo que o transporta. Finaliza com o elogio de um poderoso de quem espera a liberalidade que o sustenta.

Após o aparecimento do Islã, a poesia, embora ainda gozando de grande prestígio, foi superada pela prosa que melhor respondia às necessidades do momento: revelação de nova religião, organização do novo Estado, conquistas, unificação e doutrinação de tribos anteriormente dispersas.

A maior obra dessa época, e talvez de toda a literatura árabe, é o Alcorão, a mensagem de Maomé, o livro que fundou a rfeligião muçulmana, fixou os seus dogmas e suas instituições. Esse livro, a Bíblia do Islã, é escrito numa prosa ritmada de inimitável majestade e harmonia.

Maomé não sabia ler ou escrever. falava sob o efeito da inspiração, e suas palavras eram guardadas na memória ou registradas em folhas de palmeira, pedaços de couro, pedras, omoplatas de camelos e cabras.

Foi o califa Osman que as reuniu mais tarde no volume que hoje possuímos.

Em seguida, Segunda parada da viagem: Arábia e Síria.

Até

Comentário de Jorge Jacó em 18 julho 2011 às 1:28

Prosseguimos a viagem pelos caminhos da literatura árabe:

Segunda parada:Arábia e Síria (emocionante por ser onde meus pais nasceram):

Maomé morreu em 632. Seus primeiros sucessores mantiveram na Península Arábica o centro político e administrativo do novo império. Mas em 661, o califado foi conquistado por Moauiyat, que transferiu para Damasco sua capital e lá fundou uma nova dinastia: os Omíadas.

O centro político tornou-se também centro literário; mas o primeiro centro não desapareceu. E a literatura árabe passa a ter dois centros ativos.

Em Damasco, os poetas que floresceram continuam a moldurar seus poemas segundo as tradições do deserto. Vivem corporalmente numa cidade de água e árvores, mas sua imaginação continua nos desertos da Arábia, descrevendo em seus poemas, não o que veem, mas o que imaginam.

Além disso, tecem elogios ao soberano, ou aos ricos e poderosos. O poeta não é mais a alma e o guia espiritual de sua tribo: tornou-se um cortesão a procura de elogios e favores.

Não há soberano que não seja comparado pela formosura, ao sol, à lua e às estrelas; pela coragem, aos leões e aos tigres.

Contudo, na falta de sinceridade e verdade, essa poesia possui riqueza de imagens e de melodias, e muita versatilidade.

A essa poesia grandiosa, mas insincera, que se desenvolve na côrte, a Arábia abandonada pelo poder central, opõe uma poesia sentimental de rara profundidade e beleza, livre da bajulação, e toda consagrada ao amor.

Como sempre, em face do amor, os poetas se dividem: um grupo confunde o amor com o prazer e o gozo; outros dão preferência ao lado sentimental e espiritual.

Em seguida, a terceira parada da nossa viagem: Bagdá, Córdoba e o Mundo Árabe.

Até lá

Comentário de Jorge Jacó em 18 julho 2011 às 18:37

Vamos continuar a nossa viagem. O camelo já está disponível para efetuar a travessia:

Terceira parada: Em 750, o último Omíada é derrotado. Uma nova dinastia, os Abássidas, toma o comando do império e transfere a capital de Damasco para Bagdá.

A época já é muito diferente daqueles primeiros tempos em que a língua árabe se limitava aos desertos e oásis da Arábia, e a literatura era a obra de beduínos inspirados, mas primitivos.

Graças às conquistas que se estendem em todas as direções, a língua árabe é adotada pouco a pouco por países que vão do Iraque até a Espanha, formando o Mundo Árabe.

A mistura de raças, o intercâmbio com civilizações e literaturas estrangeiras, a vasta tradução de obras gregas abrem novos horizontes para a cultura árabe. Até o século XII, as grandes obras se multiplicam em toda parte. É a idade de ouro da literatura árabe.

Nesse mundo em floração, destacam-se dois centros principais: Bagdá no Oriente, e Córdoba no Ocidente.

Bagdá era ao mesmo tempo a capital das Mil e Uma Noites e a sede da Casa da Sabedoria. Sabia aprender e inventar, como sabia divertir-se. Lá eram concentradas as mulheres mais lindas e as riquezas mais preciosas de todo o Oriente. Mas também os tradutores, escritores, poetas, filósofos, médicos, matemáticos, astrônomos e músicos mais dotados.

Os califas mantinham concubinatos, mas eram grandes administradores e construtores. Protegiam as letras e as artes. Data dessa época a primeira tradução de Aristóteles, paga em peso de diamantes. Bagdá possuía 36 bibliotecas públicas, Academis científica, observatório e um corpo de tradutores.

Na Espanha, o ambiente não era menos esplêndido e fecundo. Por volta do ano 1000, Córdoba, com um milhão de habitantes, era a cidade mais populosa da Europa - e a capital cultural do mundo ocidental.

As ruas eram iluminadas por milhares de lâmpadas, 700 anos antes que uma só lâmpada pública iluminasse as ruas de Paris e Londres.

As 70 bibliotecas públicas da cidade continham 500 mil volumes e eram frequentadas por estudiosos vindos de todos os cantos da Europa.

No frontispício dessas bibliotecas lia-se a seguinte inscrição: "O mundo é sustentado por quatro colunas> a sabedoria dos sábios, a justiça dos fortes, a oração dos justos e o valor dos bravos."

Um grande número de cidades do oriente começou a cultivar a cultura, a literatura e as artes. A literatura desta época é muito rica. Enquanto declina a poesia tradicional, a poesia do amor ganha em riqueza e complexidade, bem como a poesia filosófica, feita de reflexões e considerações sobre a vida e o destino.

Surge nesse bojo uma escola poética diferente: os poetas sufis, ou místicos.

O sufismo é a religião concebida e vivida exclusivamente pelo coração. Considera Deus não como o mestre e o juiz, mas como a essência do amor.

Nessa idade de Ouro da literatura árabe, os pensadores são tão numerosos e admiráveis quanto os poetas. Surgem Avicena, Averróis, entre outros.

esse brilho, e essa produtividade inesgotável mantiveram-se no auge até o século XII. Surgiram então os bárbaros a estenderem por toda a parte o manto lúgubre da destruição e da tirania.

Os bárbaros que devastaram a Europa parecem civilizados ao lado das hordas sinistras que, do centro da Ásia, assolaram durante nove séculos as terras luminosas do Oriente Médio: Tamerlão e seus tártaros, Gengis-Khan e seus mongóis, Osmã e seus turcomanos.

A crueladade se estendia aos animais e às coisas inanimadas. Podiam as artes e as letras resistirem sob um barbarismo tão feroz?

Mas, sob os escombros, o espírito criador de tantos povos não tinha morrido. Germinava como uma semente à espera da primavera. E a primavera chegou nos meados do século XIX. E suas primeiras flores desabrocharam no Líbano, nossa próxima parada.

Até

Comentário de Jorge Jacó em 20 julho 2011 às 0:29

Última Parada: Líbano, Egito e o Renascimento das Letras Árabes:

A cena muda mais uma vez.

A decadência dos turcos - os últimos bárbaros a dominarem o Oriente Médio - coincide com outra nova era na história do mundo, marcada pela revolução industrial e pela ascensão da Europa.

A literatura árabe acompanha a evolução dos tempos e, tendo produzido no século Vi suas primeiras obras-primas no deserto da Arábia, passa a produzir algumas de suas obras-primas do século XX.

As influências que a marcarão mais profundamente serão doravante as das literaturas ocidentais, sobretudo a francesa e anglo-saxônica, que não tinham sequer nascido quando a literatura árabe já era adulta e gloriosa.

Ontem, os povos árabes davam à Europa; hoje, tomam dela. É o ciclo das estações, da vida e das civilizações.

Quando a literatura árabe vivia a sua Idade de Ouro, parte do Líbano ainda falava o aramaico, e era neste e em outros idiomas que se exprimia seu gênio criador.

Mas, pouco a pouco, o Líbano adotou a língua árabe.

No Egito surge uma geração de poetas importantes, bem como nos demais países árabes.

Essa rápida viagem através de 15 séculos mostra a pujança de uma literatura praticamente ignorada no Ocidente e, para nós brasileiros, aculturados e presos às literaturas ocidentais, trata-se de um mundo a ser descortinado.

Passaremos a publicar pensamentos, poesias, prosa e todo tipo de literatura produzida por esse povo milenar.

Comentário de Jorge Jacó em 20 julho 2011 às 0:46

Trechos de Sabedoria:

1."A língua diz todos os dias aos demais órgãos do corpo:

-Como estais, companheiros?

E eles respondem:

-Vamos indo bem sem ti."

2."O homem fala, o sábio cala, o tolo discute."

3."Enquanto não tiveres conhecido o inferno, o paraíso não será bastante bom para ti."

4."Melhor silenciar até que te peçam a palavra do que falar até que te silenciem."

5."Só se atiram pedras a árvores frutíferas."

6."Um mudo sensato vale mais do que um tolo que fala."

7."Não sejas doce demais: os outros te comerão. Não sejas amargo demais: eles te vomitarão."

8."O arbusto que produz as rosas produz também os espinhos."

9."O remorso é irmão da precipitação."

10."O melhor educador é o que conseguiu educar-se a si mesmo."

Até

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