As araucárias são uma espécie de matas encontradas principalmente na Região Sul do Brasil e nos pontos de relevo mais elevado da Região Sudeste, sendo conhecidas por muitos nomes populares, entre eles pinheiro-brasileiro , pinheiro-do-paraná ou simplesmente pinheiro . A espécie foi inicialmente descrita pelo nome cientifico como Columbea angustifolia Bertol. 1819.
Existem pelo menos dezenove espécies desse tipo de vegetação, das quais treze são endêmicas , vive em um ambiente característico. São encontradas na Ilha Norfolk, sudeste da Austrália, Nova Guiné, Argentina, Chile e Brasil. Essa vegetação se desenvolve em regiões nas quais prevalece o clima subtropical, podendo atingir alturas de 50m, com um diâmetro de tronco à altura do peito de 2,5 m., a partir do século XIX foi profundamente explorado por seu alto valor econômico, produzindo madeira útil e sementes nutritivas, hoje seu território está reduzido a uma fração mínima, o que segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) põe a araucária em Perigo Extinção.
Diversos estudos vêm sendo feitos recentemente para entendermos melhor a ecologia e biologia desta árvore, pois a araucária, apesar de popular, não é conhecida completamente pela ciência, esses estudos são necessários para pautar medidas urgentes de proteção a serem tomadas assegurando assim, a sobrevivência desta espécie em um ambiente que rapidamente vai sendo invadido e destruído pelo homem. Muitos reflorestadores desanimam e não querem cultivar, porque preferem espécies mais vantajosas, de crescimento mais rápido e que não demandem tantos cuidados.
A composição paisagística dessa vegetação fica caracterizada principalmente pelo espaçamento entre as árvores, é composto por florestas ralas, nesses locais se recomenda a abertura do sobrecéu para aumentar a luminosidade no interior do mato, favorecendo o crescimento da araucária.
As sementes dessas árvores, conhecidas como pinhão, podem ser ingeridas, constituem um alimento muito nutritivo e energético para alimentação humana, assim como para a fauna silvestre.
No entanto, muitos estudos são realizados por entidades de pesquisa para conservação, manutenção da variabilidade genética dos pinheirais remanescentes e os estudiosos são unânimes em afirmar a obrigação de que precisamos preservar, para que não sejam extintas:
Por seu valor econômico, ecológico, como paisagem e ainda a importância cultural, pois se tornou símbolo do estado do Paraná, deu o nome a Curitiba, e aparece nos brasões das cidades de Araucária, Ponta Grossa,Caçador, Campos do Jordão, São Carlos, Apiaí, Taboão da Serra e Itapecerica da Serra.
PINHAL - Refere-se geralmente a um terreno plantado de pinheiros.
PINHEIRAIS - Mata das Araucárias é área de disseminação do pinheiro-do-paraná.
As Fotos são Realmente Lindas!
Um recuo ao passado, quando me coloco a observar e refletir sobre os pinheiros, que na nossa região, assim é chamado lembra-me os tempos de minha primeira faculdade a coordenadora do curso que também era nossa professora, levou um slide para vermos e analisarmos, dizendo que: Estava guardando as imagens para seus filhos e netos, pois a espécie estava em extinção e provavelmente eles não iriam conhecer.
Só uma pequena lembrança porque certamente os filhos e netos dela, como os nossos, conhecem bem de perto ao vivo e a cores os pinheiros. Então aí está a chamada de atenção como são importantes as leis que defendem o meio ambiente, porque sem as mesmas possivelmente não teríamos nem sequer o rastro das famosas araucárias.
E, além disso, um louvor a tecnologia, porque daquela época até hoje o progresso foi enorme, imagine aqueles slides super antigos, esses sim nossos filhos e netos não conhecem nem viram.
Mas, vamos às fotos...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
JANKOWSKY, I.P.; CHIMELO, J.P.; CAVANCANTE, A. de A.; GALINA, I.C.M.; NAGAMURA, J.C.S. Madeiras brasileiras. Caxias do Sul: Spectrum, 1990. 172pág.
BRASIL. Portaria nº. 06-N, de 15 de janeiro de 1992. Lista oficial de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção. Diário Oficial (da República Federativa do Brasil), Brasília, 23 jan. 1992. pág. 870-872.
SOLÓRZANO-FILHO, J.A.; KRAUS, J.E. Breve história das matas de araucária. In: SOCIEDADE BRASILEIRA PARA A VALORIZAÇÃO DO MEIO AMBIENTE - BIOSFERA (Rio de Janeiro, RJ). Forest 99. Rio de Janeiro, 1999. pág.37-40.
MALINOVSKI, J.R. Métodos de poda radicular em Araucaria angustifolia (Bert.) O. Ktze. e seus efeitos sobre a qualidade de mudas em raiz nua. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 1977. 113pág. Tese Mestrado.
Dicionário da Língua Portuguesa - Aurélio
Imagens: Google
Belo trabalho! Muito interessante e instrutivo. Parabéns.
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